Deixo-vos aqui um som que me tem acompanhado nos últimos tempos, vindos da província de Burgos, norte de Espanha. Intitulam-se El Espíritu de Lúgubre (clicar para mais informação).
terça-feira, 1 de novembro de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Digressão Si que Brade
Começa já neste sábado próximo a digressão do grupo Si que Brade a Portugal Continental. Vamos mostrar um pouco da música madeirense pelo seguinte roteiro: Montemor-o-Novo, nas Noites da Cidade no Auditório do Parque Urbano, no dia 30 de Julho (21h30); após um descanso e merecido passeio por Lisboa, seguimos até Coimbra, onde actuaremos no Conservatório de Música de Coimbra a 2 de Agosto (21h30), num concerto onde não só mostraremos a música madeirense de cariz popular, mas também outras potencialidades dos nossos machetes, contando com danças de salão novecentistas, música instrumental europeia, um blues e ainda uma peça escrita para machete já no séc. XXI; já no dia 3 à noite chegaremos ao último rumo desta digressão, Carvalhais (S. Pedro do Sul) para participar durante dois dias no Festival Andanças, no qual além de tocarmos, iremos falar um pouco do projecto Si que Brade, do seu contexto, origem e suas andanças (passe a redundância).
Neste momento estamos com praticamente tudo a postos, faltando apenas começar a preparar as malas...
Abraços e até breve.
5 OLHARES - Cordofones madeirenses
No passado dia 19 de Maio de 2011 decorreu uma actuação pública de jovens machetistas, a qual não podia deixar de mostrar aqui.
Estiveram reunidos no Museu da Electricidade dois núcleos praticantes destes instrumento: os alunos da Associação Musical e Cultural Xarabanda, orientados pelo Professor Roberto Moniz; e os alunos da Divisão de Expressões Artísticas do GCEA, orientados por mim e pelo meu colega Rodolfo Cró.
Dentro da temática da exposição, este concerto pretendeu mostrar um dos Olhares sobre o património cultural madeirense: a prática dos machetes. Aqui ficam alguns registos desse momento...
domingo, 8 de maio de 2011
Exposição - 5 OLHARES
Press release:
A Exposição “5 Olhares sobre o Património Musical Madeirense” insere-se no programa comemorativo dos 30 anos da Associação Musical e Cultural Xarabanda e pretende alertar para a necessidade de preservar a riquíssima herança musical madeirense, que infelizmente se está a perder. Esta Exposição estará aberta ao público entre os dias 5 e 28 de Maio e terá a sua abertura oficial no dia 5 de Maio às 18h. A Exposição é organizada pela Associação Xarabanda em parceria com o Gabinete Coordenador de Educação Artística (GCEA) da Direção Regional de Educação, contando com o patrocínio da Direção Regional dos Assuntos Culturais e o apoio do Museu de Electricidade – Casa da Luz, Câmara Municipal do Funchal e do Museu da Música (Lisboa).Os 5 olhares aqui expostos foram escolhidos por representarem 5 perspectivas importantes sobre a cultura musical histórica madeirense e que nos últimos anos têm sido iluminadas por investigações etnológicas e musicológicas: 1. machete (vulgo braguinha); 2. instrumentos da tradição popular; 3. piano; 4. bandolins; e 5. Bandas filarmónicas.A Exposição é coordenada por Rui Camacho (Xarabanda) e Paulo Esteireiro (GCCEA), que contaram com o apoio de vários especialistas na organização dos 5 núcleos, destacando-se a colaboração dos investigadores Manuel Morais (Universidade de Évora), Rui Magno Pinto (Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical – Universidade Nova de Lisboa), do antropólogo Jorge Torres, do professor António Rodrigues (Xarabanda) e de Helena Trindade (Diretora do Museu da Música – Lisboa).No âmbito da exposição, decorrerá ainda um colóquio sobre o património musical madeirense, no dia 6 de Maio, às 10h e três concertos durante as quintas-feiras da exposição, sempre às 18h: 12 de Maio (Xarabanda), 19 de Maio (concerto de alunos de braguinha) e 26 de Maio (concerto de bandolins). Todos estes eventos decorrerão no Auditório do Museu de Eletricidade.No total, são expostos 100 objectos que são contributos essenciais para reconstituir a história da cultura madeirense. No entanto, estes são apenas uma pequena parte do enorme património musical madeirense que ainda hoje sobrevive e se encontra disperso por várias instituições e casas particulares. Antes que desapareça, é essencial registar, defender e divulgar este património a toda a comunidade.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
A música portuguesa a gostar dela própria
Tive o privilégio de participar neste projecto e de conhecer as pessoas que muito - e bem - querem fazer pela cultura portuguesa.
Aconselho a seguirem este trabalho, e apreciar a música portuguesa a gostar dela própria. Gostem vocês também dela.
Bem-haja.
Roberto Moritz - "Baile da Toutinegra" from Tiago Pereira on Vimeo.
Aconselho a seguirem este trabalho, e apreciar a música portuguesa a gostar dela própria. Gostem vocês também dela.
Bem-haja.
Roberto Moritz - "Baile da Toutinegra" from Tiago Pereira on Vimeo.
domingo, 3 de abril de 2011
Como se constrói um machete
O Machete ou Braguinha, como modernamente é conhecido, é um pequeno cordofone da família das violas de mão, sendo um dos instrumentos mais utilizados na tradição popular madeirense. Este instrumento foi também muito utilizado no século XIX nos momentos musicais dos salões madeirenses, tendo subsistido até aos nossos dias um repertório erudito extenso e parte dele com algum virtuosismo assinalável. Fica aqui um vídeo sobre o processo de construção deste instrumento, que foi produzido e realizado pela Eduardo Costa Produções. (Jornal Eletrónico de Educação e Artes, n.º 40. GCEA, 2011)
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
"Bohemian Rhapsody" - Jake Shimabukuro
Mais um daqueles momentos de ficar de boca aberta... Jake Shimabukuro não deixa de surpreender com as suas adaptações para ukulele. Tempos atrás, surgiu com o "While my guitar gently weeps" (G. Harrison), que fez sucesso por cá.
Encontrei esta há pouco, que aproveito para partilhar aqui.
Genial!!
domingo, 30 de janeiro de 2011
Viola da Terra - Açores
Após uns tempos de inactividade, venho colocar mais um artigo nesta montra virtual. Ainda sem Acordo Ortográfico.
As violas de arame constituem a família de cordofones mais numerosa em Portugal. De Norte a Sul e ilhas encontramos espécimes, cada um deles com os seus aspectos característicos.
Quero mostrar aqui o trabalho de uma pessoa que já tive o privilégio de conhecer em 2008 no Funchal.
Rafael Carvalho tem vindo a mostrar os sons da Viola da Terra doa Açores de uma forma que em nada desvaloriza este instrumento. Interessantes, as adaptações de músicas tão distintas, como é o caso da sazonal "Noite Feliz", um Chorinho Brasileiro, um Estudo, de Tarrega, entre outros.
Bem haja pelo trabalho que tem sido feito por este instrumento açoriano.
Aproveito para deixar no ar uma questão, que tem que ver com o espelho inserido na cabeça do instrumento. Tomei como informação duas funções para este: para que o tocador se aprume, antes de começar a tocar; e para fazer reflexo - desde que tenha luz para tal - a alguém que queira chamar à atenção - uma rapariga, quem sabe...
Fica por último, um vídeo, por escolha pessoal.
As violas de arame constituem a família de cordofones mais numerosa em Portugal. De Norte a Sul e ilhas encontramos espécimes, cada um deles com os seus aspectos característicos.
Quero mostrar aqui o trabalho de uma pessoa que já tive o privilégio de conhecer em 2008 no Funchal.
Rafael Carvalho tem vindo a mostrar os sons da Viola da Terra doa Açores de uma forma que em nada desvaloriza este instrumento. Interessantes, as adaptações de músicas tão distintas, como é o caso da sazonal "Noite Feliz", um Chorinho Brasileiro, um Estudo, de Tarrega, entre outros.
Bem haja pelo trabalho que tem sido feito por este instrumento açoriano.
Aproveito para deixar no ar uma questão, que tem que ver com o espelho inserido na cabeça do instrumento. Tomei como informação duas funções para este: para que o tocador se aprume, antes de começar a tocar; e para fazer reflexo - desde que tenha luz para tal - a alguém que queira chamar à atenção - uma rapariga, quem sabe...
Fica por último, um vídeo, por escolha pessoal.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Final Countdown (Europe)
Longe de mim imaginar aqui há anos atrás, quando comecei a ouvir esta música na minha juventude, que estaria hoje a tocá-la com alunos meus, num palco, com machetes.
Nesse tempo, estávamos todos formatados que os machetes serviam para tocar apenas música tradicional.
Recordo-me de quando o Professor Ricardo Agrela, nos idos anos 90, apareceu na sala com uma música estrangeira, que nos fez dar voltas aos dedos, para tocá-la - The Enterteiner, de Scott Joplin. Foi, que me lembre, a primeira "aventura", tanto para nós então alunos, como para ele. Ainda hoje ele fala de como foi criticado por isso (...entre outras coisas mais). A verdade é que foi o início de um processo de quebrar preconceitos e cegueira cultural acerca da prática destes instrumento. O caminho foi-se percorrendo, e creio que ainda muito passos estão por vir...
Este momento aconteceu na Audição Musical do GCEA, a 20 de Novembro de 2010, no Auditório da RDP Madeira, que contou também com a participação de um aluno da classe do meu colega Pedro Temtem, a quem agradeço desde já.
The Final Countdown - Europe (1986)
Adaptação: Guilherme Órfão
(da direita para a esquerda):
Eduardo Câmara - braguinha
Jorge Natividade - ukulele
Marco Nunes - bateria
Guilherme Órfão - viola de arame
Roberto Moritz - viola baixo
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
"I Congresso Regional de Educação Artística – Artes em Debate" organizado pelo G.C.E.A.- Madeira, e que terá lugar entre os dias 14 e 15 de Setembro, o "Quinteto Drumond de Vasconcelos" (Mónica Monteiro, soprano; Joana Amorim, flauta traversa; Roberto Moritz e Vítor Filipe, machetes; Manuel Morais, viola e direcção), realizará um concerto no dia 14, pelas 17:45h na Escola Horácio Bento Gouveia (antiga Escola da Cruz de Carvalho), Funchal.
Estreia mundial do Quinteto Drumond de Vasconcelos, a 12 de Junho de 2010, no Teatro Municipal - XXXI Festival de Música da Madeira
(foto: Rui Camacho)
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Maia Folk 2010
É já na próxima semana que o grupo Xarabanda viaja até terras açorianas, para participar no festival Maia Folk, organização dos Amigos da Maia, na Ilha de Santa Maria.
Desde já sinto enorme interesse em visitar mais uma ilha deste arquipélago: será a quarta, depois de já ter estado na Terceira (passe o gracejo), São Miguel e São Jorge. De todas as vezes, para mostrar música insular. Cada vez mais é um pretexto para me sentir em casa, com os machetes na mão.
Sobre este festival, criado em 2007, posso referir alguns dos nomes que por ali passaram Brigada 14 de Janeiro (Elvas), Trovas ao Vento (Guimarães), Música Nostra, Aira da Pedra (Espanha), Cantares d'Outrora (Açores), Sebastião Antunes (Continente), Andarilhos (Continente), The Meltingpot band (Irlanda). E pelo que me quer parecer, o ambiente vivido naqueles dias durante o evento, é bem festivo. É isso que se quer...
Se permitem, uma nota final, enquanto participante em já alguns festivais deste género (e de outros também).
A última vez que aconteceu foi precisamente no Calheta Folk (São Jorge Açores) em Julho de 2008. É sempre saudável quando acontecem reencontros de pessoas já conhecidas, que apenas se encontram nestas situações (especial abraço aos Roncos do Diabo). E também o contacto com novas pessoas. Acredito que é disto que vivemos. Encontros e reencontros. Só tenho pena que não sejam mais frequentes. E que por vezes não sejam proporcionados nas poucas oportunidades que temos. Aqui e em qualquer lugar.
(Nota musical: esta mensagem foi composta a ouvir os grupos acima citados. Oiçam, pois vale a pena!)
terça-feira, 8 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Boieiro
Apresento-vos uma peça que criei há algum tempo atrás, no ido ano de 2005.
[Isto hoje em dia parece que o tempo passa tão depressa...será apenas da idade? ou também das rotinas que vivemos?]
Resolvi escrever para machete (braguinha) e viola de arame, mas deixo ao critério de cada um de vós adaptar para os instrumentos que tiverem disponíveis, criando sonoridades com que se identifiquem, aproveitando as linhas e cifra escritas.
Esta peça pretende remeter aos sons e ambientes musicais de séculos anteriores, quando o tempo parecia ter mais tempo...
Agradeço a quem desta música fizer uso, que cite a autoria.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Previsão do tempo
Para amanhã, teremos tempo predominantemente binário simples, Allegretto, com possibilidades de alternâncias a quaternário composto Andante mais lá para o fim do dia. Verificar-se-à uma frente de síncopas com a direcção NNE e a possibilidade de acentuações nos tempos fracos. Condições favoráveis à ocorrência de semifusas.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Conferência
Acontece na próxima segunda-feira uma Conferência a qual não podia deixar de divulgar neste espaço, visto tratar sobre a prática do machete no século XIX.
Terá como orador o Dr. Manuel Morais, conceituado musicólogo, que nos últimos anos tem se debruçado num estudo sobre os machetes madeirenses, com maior foco no machete de Braga (braguinha), devido em grande parte ao ressurgimento de manuscritos com música dedicada ao mesmo, que se achavam inexistentes. De verdade, o machete foi um dos mais importantes instrumentos da prática musical na Madeira no séc. XIX.
Eu próprio ficarei encarregue do pequeno momento musical que servirá de abertura desta sessão. Optei por escolher duas peças de um destes últimos documentos históricos (provavelmente o mais diversificado a nível de conteúdo musical até agora conhecido). Apresentarei, assim, uma Waltz do Club Funchalence e o Himno Constitucional de 1820/Portuguez.
Com organização conjunta do G.C.E.A. e C.E.H.A., tem lugar esta conferência no edifício deste último, à Rua das Mercês, n.º8 (Funchal - Madeira), às 18h de 29 de Março de 2010.
sábado, 20 de março de 2010
No âmbito de mais um aniversário, a Associação Cultural Encontros da Eira apresentou o seu sítio na internet, com um aspecto renovado.

Os votos sinceros de Parabéns e de muitos anos de vida.

Os votos sinceros de Parabéns e de muitos anos de vida.
domingo, 7 de março de 2010
Suite Ibéria- obra nº 6 Súplica
Composição de Fernando Deghi
Um abraço amigo para este formidável músico!
Um abraço amigo para este formidável músico!
sábado, 20 de fevereiro de 2010
20 de Fevereiro de 2010
Hoje abateu-se um verdadeiro dilúvio na ilha da Madeira.
Foi tal a chuva que fez transbordar as ribeiras, destruindo pontes e tudo o mais por onde passava.
Derrocadas, inundações, desabamentos e, o pior que se pode desejar, as vidas que se perderam.
Por vezes o Homem pensa que manda, mas no fim das contas, é a Natureza que prevalece.
E prevalecerá...
Deixo aqui um sentido pesar àqueles que perderam entes queridos.
Hoje abateu-se um verdadeiro dilúvio na ilha da Madeira.
Foi tal a chuva que fez transbordar as ribeiras, destruindo pontes e tudo o mais por onde passava.
Derrocadas, inundações, desabamentos e, o pior que se pode desejar, as vidas que se perderam.
Por vezes o Homem pensa que manda, mas no fim das contas, é a Natureza que prevalece.
E prevalecerá...
Deixo aqui um sentido pesar àqueles que perderam entes queridos.
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