quarta-feira, 3 de abril de 2013

"Santo Expedito", autoria e interpretação por Paulo Esteireiro

Bem haja a quem se dedica aos cordofones tradicionais. E ainda mais a quem para eles compõe!

Mais uma contribuição do Paulo Esteireiro para elevação do nosso machete.

Numa explicação do próprio, "esta tem um caráter mais sacro. Tal como digo no youtube, a obra apresenta um lado místico e caminha da ansiedade para um otimismo carregado de alguma incerteza. Exploro alguns dos recursos composicionais utilizados por Messiaen no início, ao nível da harmonia e do modo utilizado, e, na segunda parte, utilizo técnicas mais relacionadas com a música popular, num contexto tonal.
Espero que gostem!"

E é claro que gostamos!



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Chama-se António Lúcio e toca assim no cavaquinho brasileiro esta conhecida obra de Vivaldi.
Fantástico!


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Polca

Partilho aqui esta pauta, para quem queira tirar proveito.
Chama-se simplesmente Polca, uma peça instrumental recolhida do património musical madeirense.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cordofonias - Repertório para Grupos Escolares 1




Assiste-se hoje a uma movimentação dos cordofones populares madeirenses, nos panoramas da educação e da cultura regional, como não se assistia anteriormente.
Já lá vai o tempo em que estes estavam cingidos às práticas ditas rurais, tal como aconteceu durante largos anos, a rondar a centena.
Não é que se queira – e nem se pode – “livrar-se” da música tradicional. Não se pode, simplesmente, por ser uma identidade cultural!

Mas a realidade é que o braguinha, o rajão, a viola de arame, e o bandolim e sua demais família, podem também intervir noutros panoramas musicais. 
Vemos hoje em dia jovens que no seu contato com estes instrumentos, têm a possibilidade e a liberdade de tocar músicas que ouvem nos seus meios, e que as escolhem para os seus gostos estéticos. A par disto, também através dos mesmos, devem conhecer outros espécimes musicais que possam-lhes passar despercebidos. (Da música tradicional, entenda-se).

Hoje, observamos também outras renovações, como por exemplo, poder já tocar num braguinha elétrico construído de raiz; ouvi-lo numa banda de rock; ou ouvir um concerto de machete e orquestra.
Ainda relativamente a repertórios, há a referir - mesmo não sendo disso que este produto hoje apresentado trata -, o surgimento de composições dedicadas aos “nossos” instrumentos.

Resultante de uma partilha de materiais – neste caso, arranjos para cordas para pequenos agrupamentos, este novo instrumento didático, o CD-ROM “Cordofonias - Repertório para Grupos Escolares 1”, tem como uma das suas principais funções não só contribuir para este movimento de valorização dos cordofones tradicionais, mas também de uma constante partilha entre professores. Por isto, congratulamos os professores que investem em arranjos próprios para aplicar nas suas salas de aula com os seus grupos escolares.

Esta edição pretende ainda contribuir para o despertar de iniciativas, que podem passar pela criação de grupos musicais estruturados e regulares (adoptar um nome, indumentária própria, repertório, et cetera), no sentido de continuar a promover o ensino dos cordofones populares no cenário escolar regional.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

Aconteceu hoje o Encontro de Modalidades Artísticas - Cordofones, no Jardim Municipal, integrado na Semana Regional das Artes (Funchal).

É sempre um regalo ouvir o desfile pelo palco, dos pequenos machetistas, que tão bem vão mostrando o que sabem tocar.

Cada vez mais sinto que estamos no caminho certo, no sentido de valorizar estes nossos ícones culturais que são os machetes madeirenses, de uma forma educacional, da qual só poderemos esperar de futuro contar com uma geração sensibilizada para as práticas instrumentais, e pelas Artes em geral.

A todos os que por aquele palco passaram de machete na mão, muitos parabéns!

Aqui fica um apontamento do que se passou hoje no Jardim:
----> vídeo <----




sexta-feira, 23 de março de 2012

Espero poder estar presente num destes futuros encontros. Que haja continuidade!

Ligação para grupo o Portugueses que tocam ukulele.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Novéis Tangedores - Madeira Viva (RTP-M)


Prestação musical no programa Madeira Viva (RTP-M) a 12/3/2012, do projeto Novéis Tangedores - alunos de Cordofones Tradicionais do GCEA (SRERH).

Este projeto pretende mostrar os nossos machetes em ambientes musicais fora além do tradicional/popular, algo já contemplado com o grupo Si que Brade, da mesma instituição.

Participaram nesta atuação: Vítor Filipe, Guilherme Órfão, Adriana Neves, Gustavo Paixão, Manuel Gouveia, João Caires, Eduardo Câmara (braguinhas); Jorge Natividade (rajão); Roberto Moritz (viola).


Como não consegui a gravação, aqui estão os tempos em que nos podem ouvir no vídeo online:

Schism (Tony Wilkinson; adapt. Roberto Moritz) - 14:30
Astinage (Guy Bergeron; adapt. Roberto Moritz) - 27:00


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Rob MacKillop

Dou aqui a conhecer mais músico do mundo. Chama-se Rob MacKillop, é escocês e toca machete.
Recentemente através de contacto com o Prof. Manuel Morais, teve acesso a repertório oitocentista para este instrumento.
Deixo aqui o vídeo desta belíssima execução, da peça "Clara Ploka" (C. D. Vasconcelos), tocada num ukulele adaptado com a afinação do braguinha.



É de salutar a expansão que os nossos instrumentos têm sofrido nos últimos tempos, sinal do valor e potencialidade que estes têm, e que só não reconhece quem não quer.

Há dias perguntavam-me numa entrevista, sobre a visibilidade da música madeirense a nível europeu (e estendo a questão aos instrumentos madeirenses) ao que respondi - resumidamente - que primeiro deveríamos ser nós, portugueses, a conhecê-los - à música e aos instrumentos; e que na Europa, surgem casos pontuais - dos que temos contacto - de curiosos pela nossa cultura. Infelizmente isto é também o que acontece em Portugal continental, mesmo em relação à música e aos instrumentos portugueses. De todo o Portugal, entenda-se.

Boa sorte aos que se não cultivam.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

NAVEGANTE Laranjinha/SalsaVerde/FinalNavegante

Para o início de mais uma semana, um pouco de música portuguesa, do meu agora amigo José Barros, com o qual tive recentemente o privilégio de partilhar o palco. Um bem-haja e até breve!




sexta-feira, 11 de novembro de 2011

XARABÉNS !

Estamos a poucas horas do primeiro de 2 concertos, que acabam por ser o auge da comemoração dos 30 anos do Xarabanda.
Têm sido, este últimos dias, bastante intensos em ensaios e preparativos, mas, como costumo responder a quem me pergunta se está tudo, "cansado, mas feliz!".
Esta é mais uma vez, uma partilha de palco, para além de já conhecidos e amigos de cá da terra - Mário André Rosado, Norberto Cruz, DJ Hernandez, Seis p'o meia dúzia e Orquestra de Ponteado -, também de gente de fora da ilha: Márcio de Camillo, do Brasil, e José Barros de Portugal Continental. Bem haja a todos estes pela experiência.

Os concertos acontecem no Centro de Congressos da Madeira (Casino), hoje 6ª feira e amanhã, às 21h30.
São todos bem vindos.

Como disse o meu pai aqui há cinco anos atrás, XARABÉNS!

domingo, 6 de novembro de 2011

Devaneio

Mesmo ao domingo a Oficina da Pitangueira está aberta. Nem que seja para receber os amigos para uma pataca de conversa. E para umas talhadas na madeira. E claro, para tocar num machete.

Foi o que aconteceu hoje. E pude experimentar um mach.... quer, dizer,... um "cabachete"!, um aproveitamento de uma cabaça para formar uma caixa harmónica, junto a uma escala, e pronto a tocar. E com belo som, diga-se!

Após várias tentativas do que tocar, de entre bailinho, Cândido Drumond,... saiu o que se pode ouvir... um devaneio meu.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

El pastor - EL ESPIRITU DE LUGUBRE

Deixo-vos aqui um som que me tem acompanhado nos últimos tempos, vindos da província de Burgos, norte de Espanha. Intitulam-se El Espíritu de Lúgubre (clicar para mais informação).



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Digressão Si que Brade

Começa já neste sábado próximo a digressão do grupo Si que Brade a Portugal Continental. Vamos mostrar um pouco da música madeirense pelo seguinte roteiro: Montemor-o-Novo, nas Noites da Cidade no Auditório do Parque Urbano, no dia 30 de Julho (21h30); após um descanso e merecido passeio por Lisboa, seguimos até Coimbra, onde actuaremos no Conservatório de Música de Coimbra a 2 de Agosto (21h30), num concerto onde não só mostraremos a música madeirense de cariz popular, mas também outras potencialidades dos nossos machetes, contando com danças de salão novecentistas, música instrumental europeia, um blues e ainda uma peça escrita para machete já no séc. XXI; já no dia 3 à noite chegaremos ao último rumo desta digressão, Carvalhais (S. Pedro do Sul) para participar durante dois dias no Festival Andanças, no qual além de tocarmos, iremos falar um pouco do projecto Si que Brade, do seu contexto, origem e suas andanças (passe a redundância).

Neste momento estamos com praticamente tudo a postos, faltando apenas começar a preparar as malas...
Abraços e até breve.

5 OLHARES - Cordofones madeirenses

No passado dia 19 de Maio de 2011 decorreu uma actuação pública de jovens machetistas, a qual não podia deixar de mostrar aqui.
Estiveram reunidos no Museu da Electricidade dois núcleos praticantes destes instrumento: os alunos da Associação Musical e Cultural Xarabanda, orientados pelo Professor Roberto Moniz; e os alunos da Divisão de Expressões Artísticas do GCEA, orientados por mim e pelo meu colega Rodolfo Cró.
Dentro da temática da exposição, este concerto pretendeu mostrar um dos Olhares sobre o património cultural madeirense: a prática dos machetes. Aqui ficam alguns registos desse momento...









domingo, 8 de maio de 2011

Exposição - 5 OLHARES

Press release:

A Exposição “5 Olhares sobre o Património Musical Madeirense” insere-se no programa comemorativo dos 30 anos da Associação Musical e Cultural Xarabanda e pretende alertar para a necessidade de preservar a riquíssima herança musical madeirense, que infelizmente se está a perder. Esta Exposição estará aberta ao público entre os dias 5 e 28 de Maio e terá a sua abertura oficial no dia 5 de Maio às 18h. A Exposição é organizada pela Associação Xarabanda em parceria com o Gabinete Coordenador de Educação Artística (GCEA) da Direção Regional de Educação, contando com o patrocínio da Direção Regional dos Assuntos Culturais e o apoio do Museu de Electricidade – Casa da Luz, Câmara Municipal do Funchal e do Museu da Música (Lisboa).
Os 5 olhares aqui expostos foram escolhidos por representarem 5 perspectivas importantes sobre a cultura musical histórica madeirense e que nos últimos anos têm sido iluminadas por investigações etnológicas e musicológicas: 1. machete (vulgo braguinha); 2. instrumentos da tradição popular; 3. piano; 4. bandolins; e 5. Bandas filarmónicas.
A Exposição é coordenada por Rui Camacho (Xarabanda) e Paulo Esteireiro (GCCEA), que contaram com o apoio de vários especialistas na organização dos 5 núcleos, destacando-se a colaboração dos investigadores Manuel Morais (Universidade de Évora), Rui Magno Pinto (Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical – Universidade Nova de Lisboa), do antropólogo Jorge Torres, do professor António Rodrigues (Xarabanda) e de Helena Trindade (Diretora do Museu da Música – Lisboa).
No âmbito da exposição, decorrerá ainda um colóquio sobre o património musical madeirense, no dia 6 de Maio, às 10h e três concertos durante as quintas-feiras da exposição, sempre às 18h: 12 de Maio (Xarabanda), 19 de Maio (concerto de alunos de braguinha) e 26 de Maio (concerto de bandolins). Todos estes eventos decorrerão no Auditório do Museu de Eletricidade.
No total, são expostos 100 objectos que são contributos essenciais para reconstituir a história da cultura madeirense. No entanto, estes são apenas uma pequena parte do enorme património musical madeirense que ainda hoje sobrevive e se encontra disperso por várias instituições e casas particulares. Antes que desapareça, é essencial registar, defender e divulgar este património a toda a comunidade.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A música portuguesa a gostar dela própria

Tive o privilégio de participar neste projecto e de conhecer as pessoas que muito - e bem - querem fazer pela cultura portuguesa.
Aconselho a seguirem este trabalho, e apreciar a música portuguesa a gostar dela própria. Gostem vocês também dela.
Bem-haja.


Roberto Moritz - "Baile da Toutinegra" from Tiago Pereira on Vimeo.