segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Final Countdown (Europe)

Longe de mim imaginar aqui há anos atrás, quando comecei a ouvir esta música na minha juventude, que estaria hoje a tocá-la com alunos meus, num palco, com machetes.
Nesse tempo, estávamos todos formatados que os machetes serviam para tocar apenas música tradicional.

Recordo-me de quando o Professor Ricardo Agrela, nos idos anos 90, apareceu na sala com uma música estrangeira, que nos fez dar voltas aos dedos, para tocá-la - The Enterteiner, de Scott Joplin. Foi, que me lembre, a primeira "aventura", tanto para nós então alunos, como para ele. Ainda hoje ele fala de como foi criticado por isso (...entre outras coisas mais). A verdade é que foi o início de um processo de quebrar preconceitos e cegueira cultural acerca da prática destes instrumento. O caminho foi-se percorrendo, e creio que ainda muito passos estão por vir...




Este momento aconteceu na Audição Musical do GCEA, a 20 de Novembro de 2010, no Auditório da RDP Madeira, que contou também com a participação de um aluno da classe do meu colega Pedro Temtem, a quem agradeço desde já.

The Final Countdown - Europe (1986
Adaptação: Guilherme Órfão

(da direita para a esquerda):
Eduardo Câmara - braguinha
Jorge Natividade - ukulele
Marco Nunes - bateria
Guilherme Órfão - viola de arame
Roberto Moritz - viola baixo

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

"I Congresso Regional de Educação Artística – Artes em Debate" organizado pelo G.C.E.A.- Madeira, e que terá lugar entre os dias 14 e 15 de Setembro, o "Quinteto Drumond de Vasconcelos" (Mónica Monteiro, soprano; Joana Amorim, flauta traversa; Roberto Moritz e Vítor Filipe, machetes; Manuel Morais, viola e direcção), realizará um concerto no dia 14, pelas 17:45h na Escola Horácio Bento Gouveia (antiga Escola da Cruz de Carvalho), Funchal. 

Estreia mundial do Quinteto Drumond de Vasconcelos, a 12 de Junho de 2010, no Teatro Municipal - XXXI Festival de Música da Madeira
(foto: Rui Camacho)




quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Quero mostrar aqui um trabalho que vem sido elaborado pelo meu amigo Roberto Moniz, com uma nova geração de tocadores de machetes. É de seguir de perto esta boa prática. Bem-haja aos novos tocadores e ao seu mestre. Desfrutem!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Maia Folk 2010

É já na próxima semana que o grupo Xarabanda viaja até terras açorianas, para participar no festival Maia Folk, organização dos Amigos da Maia, na Ilha de Santa Maria.

Desde já sinto enorme interesse em visitar mais uma ilha deste arquipélago: será a quarta, depois de já ter estado na Terceira (passe o gracejo), São Miguel e São Jorge. De todas as vezes, para mostrar música insular. Cada vez mais é um pretexto para me sentir em casa, com os machetes na mão.

Sobre este festival, criado em 2007, posso referir alguns dos nomes que por ali passaram Brigada 14 de Janeiro (Elvas), Trovas ao Vento (Guimarães), Música Nostra, Aira da Pedra (Espanha), Cantares d'Outrora (Açores), Sebastião Antunes (Continente), Andarilhos (Continente), The Meltingpot band (Irlanda). E pelo que me quer parecer, o ambiente vivido naqueles dias durante o evento, é bem festivo. É isso que se quer...

Se permitem, uma nota final, enquanto participante em já alguns festivais deste género (e de outros também).
A última vez que aconteceu foi precisamente no Calheta Folk (São Jorge Açores) em Julho de 2008. É sempre saudável quando acontecem reencontros de pessoas já conhecidas, que apenas se encontram nestas situações (especial abraço aos Roncos do Diabo). E também o contacto com novas pessoas. Acredito que é disto que vivemos. Encontros e reencontros. Só tenho pena que não sejam mais frequentes. E que por vezes não sejam proporcionados nas poucas oportunidades que temos. Aqui e em qualquer lugar.

(Nota musical: esta mensagem foi composta a ouvir os grupos acima citados. Oiçam, pois vale a pena!)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Boieiro

Apresento-vos uma peça que criei há algum tempo atrás, no ido ano de 2005.
[Isto hoje em dia parece que o tempo passa tão depressa...será apenas da idade? ou também das rotinas que vivemos?]


Resolvi escrever para machete (braguinha) e viola de arame, mas deixo ao critério de cada um de vós adaptar para os instrumentos que tiverem disponíveis, criando sonoridades com que se identifiquem, aproveitando as linhas e cifra escritas.

Esta peça pretende remeter aos sons e ambientes musicais de séculos anteriores, quando o tempo parecia ter mais tempo...


Agradeço a quem desta música fizer uso, que cite a autoria.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Previsão do tempo

     Para amanhã, teremos tempo predominantemente binário simples, Allegretto, com possibilidades de alternâncias a quaternário composto Andante mais lá para o fim do dia. Verificar-se-à uma frente de síncopas com a direcção NNE e a possibilidade de acentuações nos tempos fracos. Condições favoráveis à ocorrência de semifusas.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Conferência



Acontece na próxima segunda-feira uma Conferência a qual não podia deixar de divulgar neste espaço, visto tratar sobre a prática do machete no século XIX.

Terá como orador o Dr. Manuel Morais, conceituado musicólogo, que nos últimos anos tem se debruçado num estudo sobre os machetes madeirenses, com maior foco no machete de Braga (braguinha), devido em grande parte ao ressurgimento de manuscritos com música dedicada ao mesmo, que se achavam inexistentes. De verdade, o machete foi um dos mais importantes instrumentos da prática musical na Madeira no séc. XIX.

Eu próprio ficarei encarregue do pequeno momento musical que servirá de abertura desta sessão. Optei por escolher duas peças de um destes últimos documentos históricos (provavelmente o mais diversificado a nível de conteúdo musical até agora conhecido). Apresentarei, assim, uma Waltz do Club Funchalence e o Himno Constitucional de 1820/Portuguez.

Com organização conjunta do  G.C.E.A. e C.E.H.A., tem lugar esta conferência no edifício deste último, à Rua das Mercês, n.º8 (Funchal - Madeira), às 18h de 29 de Março de 2010.

sábado, 20 de março de 2010

No âmbito de mais um aniversário, a Associação Cultural Encontros da Eira apresentou o seu sítio na internet, com um aspecto renovado.


Os votos sinceros de Parabéns e de muitos anos de vida.

domingo, 7 de março de 2010

sábado, 20 de fevereiro de 2010

20 de Fevereiro de 2010

Hoje abateu-se um verdadeiro dilúvio na ilha da Madeira.

Foi tal a chuva que fez transbordar as ribeiras, destruindo pontes e tudo o mais por onde passava.

Derrocadas, inundações, desabamentos e, o pior que se pode desejar, as vidas que se perderam.

Por vezes o Homem pensa que manda, mas no fim das contas, é a Natureza que prevalece.

E prevalecerá...

Deixo aqui um sentido pesar àqueles que perderam entes queridos.


domingo, 31 de janeiro de 2010

Mapa de Acordes [viola da arame]

E para terminar esta série de mapas de acordes, como havia prometido, deixo aqui o da Viola de Arame (Madeira).

Devo dizer que este instrumento, dos três que temos na Madeira, é o que mais me cativa, pela sua sonoridade.

Faz parte da família das violas  portuguesas, à qual pertencem também a Beiroa (Beira Baixa), Campaniça (Alentejo), Braguesa (Minho), Amarantina (Douro Litoral), Toeira (Beira Litoral), e Violas da Terra (Terceira e S.Miguel - Açores).

De 5 ordens, tradicionalmente é armada com 9 cordas (4 ordens duplas e uma simples). Facto curioso é a corda singela ser a 2ª ordem, algo que tem suscitado muitas questões do seu porquê. O certo é que nota-se algum desequilíbrio sonoro em relação às restantes.
Por isto, nas últimas encomendas feitas ao Mestre Carlos Jorge, temos tido a preocupação de pedir para que já tenha as 10 cordas.

A sua afinação é a seguinte: D4 (unissono), B3 (unissono), G3 (oitavado), D3 (oitavado), G2 (oitavado).

domingo, 24 de janeiro de 2010

Mapa de Acordes [rajão]

Dos três cordofones de mão tradicionais madeirenses, o Rajão, é sem dúvida o mais peculiar. E também único em território português, sendo apenas praticado nesta região insular.

É montado com 5 ordens, tendo a seguinte afinação: D3, G3, C3, E3, A3.

Usualmente nesta família de instrumentos a afinação segue uma ordem, do agudo para o grave - da 1ª para a última corda), o que não se verifica neste caso (sendo a mais grave a terceira corda). Diz-se de afinação reentrante.


Querendo também destacar a prática deste machete, faço aqui duas referências musicais, que poderão ser encontradas em discografia madeirense: Santa Maria XVIII (Terras de Vera Cruz - Vítor Sardinha); Rajão (Foram-se os Homens ao Mar - Banda d'Além).



Como prometido, aqui fica o mapa de acordes para este instrumento.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Mapa de Acordes [braguinha]


Neste início de um novo ano, em jeito de prenda, deixo aqui um documento que criei, com a ajuda do meu colega Tiago Machado na parte gráfica.

É um mapa de acordes para o machete (braguinha), onde estão incluidos os acordes Maiores, menores e de sétima.
Posteriormente deixarei também aqui os respectivos mapas para os outros dois cordofones madeirenses: rajão e viola de arame.

Mais sugestões são bem vindas, por isso podem, sempre que acharem por bem, deixar uma mensagem.

Espero que possam tirar proveito.

Um bom ano 2010, e se possível, com muitas machetadas. (cuidado com as más interpretações)
:)