Quero mostrar aqui um trabalho que vem sido elaborado pelo meu amigo Roberto Moniz, com uma nova geração de tocadores de machetes. É de seguir de perto esta boa prática. Bem-haja aos novos tocadores e ao seu mestre. Desfrutem!
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Maia Folk 2010
É já na próxima semana que o grupo Xarabanda viaja até terras açorianas, para participar no festival Maia Folk, organização dos Amigos da Maia, na Ilha de Santa Maria.
Desde já sinto enorme interesse em visitar mais uma ilha deste arquipélago: será a quarta, depois de já ter estado na Terceira (passe o gracejo), São Miguel e São Jorge. De todas as vezes, para mostrar música insular. Cada vez mais é um pretexto para me sentir em casa, com os machetes na mão.
Sobre este festival, criado em 2007, posso referir alguns dos nomes que por ali passaram Brigada 14 de Janeiro (Elvas), Trovas ao Vento (Guimarães), Música Nostra, Aira da Pedra (Espanha), Cantares d'Outrora (Açores), Sebastião Antunes (Continente), Andarilhos (Continente), The Meltingpot band (Irlanda). E pelo que me quer parecer, o ambiente vivido naqueles dias durante o evento, é bem festivo. É isso que se quer...
Se permitem, uma nota final, enquanto participante em já alguns festivais deste género (e de outros também).
A última vez que aconteceu foi precisamente no Calheta Folk (São Jorge Açores) em Julho de 2008. É sempre saudável quando acontecem reencontros de pessoas já conhecidas, que apenas se encontram nestas situações (especial abraço aos Roncos do Diabo). E também o contacto com novas pessoas. Acredito que é disto que vivemos. Encontros e reencontros. Só tenho pena que não sejam mais frequentes. E que por vezes não sejam proporcionados nas poucas oportunidades que temos. Aqui e em qualquer lugar.
(Nota musical: esta mensagem foi composta a ouvir os grupos acima citados. Oiçam, pois vale a pena!)
terça-feira, 8 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Boieiro
Apresento-vos uma peça que criei há algum tempo atrás, no ido ano de 2005.
[Isto hoje em dia parece que o tempo passa tão depressa...será apenas da idade? ou também das rotinas que vivemos?]
Resolvi escrever para machete (braguinha) e viola de arame, mas deixo ao critério de cada um de vós adaptar para os instrumentos que tiverem disponíveis, criando sonoridades com que se identifiquem, aproveitando as linhas e cifra escritas.
Esta peça pretende remeter aos sons e ambientes musicais de séculos anteriores, quando o tempo parecia ter mais tempo...
Agradeço a quem desta música fizer uso, que cite a autoria.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Previsão do tempo
Para amanhã, teremos tempo predominantemente binário simples, Allegretto, com possibilidades de alternâncias a quaternário composto Andante mais lá para o fim do dia. Verificar-se-à uma frente de síncopas com a direcção NNE e a possibilidade de acentuações nos tempos fracos. Condições favoráveis à ocorrência de semifusas.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Conferência
Acontece na próxima segunda-feira uma Conferência a qual não podia deixar de divulgar neste espaço, visto tratar sobre a prática do machete no século XIX.
Terá como orador o Dr. Manuel Morais, conceituado musicólogo, que nos últimos anos tem se debruçado num estudo sobre os machetes madeirenses, com maior foco no machete de Braga (braguinha), devido em grande parte ao ressurgimento de manuscritos com música dedicada ao mesmo, que se achavam inexistentes. De verdade, o machete foi um dos mais importantes instrumentos da prática musical na Madeira no séc. XIX.
Eu próprio ficarei encarregue do pequeno momento musical que servirá de abertura desta sessão. Optei por escolher duas peças de um destes últimos documentos históricos (provavelmente o mais diversificado a nível de conteúdo musical até agora conhecido). Apresentarei, assim, uma Waltz do Club Funchalence e o Himno Constitucional de 1820/Portuguez.
Com organização conjunta do G.C.E.A. e C.E.H.A., tem lugar esta conferência no edifício deste último, à Rua das Mercês, n.º8 (Funchal - Madeira), às 18h de 29 de Março de 2010.
domingo, 7 de março de 2010
Suite Ibéria- obra nº 6 Súplica
Composição de Fernando Deghi
Um abraço amigo para este formidável músico!
Um abraço amigo para este formidável músico!
sábado, 20 de fevereiro de 2010
20 de Fevereiro de 2010
Hoje abateu-se um verdadeiro dilúvio na ilha da Madeira.
Foi tal a chuva que fez transbordar as ribeiras, destruindo pontes e tudo o mais por onde passava.
Derrocadas, inundações, desabamentos e, o pior que se pode desejar, as vidas que se perderam.
Por vezes o Homem pensa que manda, mas no fim das contas, é a Natureza que prevalece.
E prevalecerá...
Deixo aqui um sentido pesar àqueles que perderam entes queridos.
Hoje abateu-se um verdadeiro dilúvio na ilha da Madeira.
Foi tal a chuva que fez transbordar as ribeiras, destruindo pontes e tudo o mais por onde passava.
Derrocadas, inundações, desabamentos e, o pior que se pode desejar, as vidas que se perderam.
Por vezes o Homem pensa que manda, mas no fim das contas, é a Natureza que prevalece.
E prevalecerá...
Deixo aqui um sentido pesar àqueles que perderam entes queridos.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Mapa de Acordes [viola da arame]
E para terminar esta série de mapas de acordes, como havia prometido, deixo aqui o da Viola de Arame (Madeira).
Devo dizer que este instrumento, dos três que temos na Madeira, é o que mais me cativa, pela sua sonoridade.
Faz parte da família das violas portuguesas, à qual pertencem também a Beiroa (Beira Baixa), Campaniça (Alentejo), Braguesa (Minho), Amarantina (Douro Litoral), Toeira (Beira Litoral), e Violas da Terra (Terceira e S.Miguel - Açores).
De 5 ordens, tradicionalmente é armada com 9 cordas (4 ordens duplas e uma simples). Facto curioso é a corda singela ser a 2ª ordem, algo que tem suscitado muitas questões do seu porquê. O certo é que nota-se algum desequilíbrio sonoro em relação às restantes.
Por isto, nas últimas encomendas feitas ao Mestre Carlos Jorge, temos tido a preocupação de pedir para que já tenha as 10 cordas.
A sua afinação é a seguinte: D4 (unissono), B3 (unissono), G3 (oitavado), D3 (oitavado), G2 (oitavado).
domingo, 24 de janeiro de 2010
Mapa de Acordes [rajão]
Dos três cordofones de mão tradicionais madeirenses, o Rajão, é sem dúvida o mais peculiar. E também único em território português, sendo apenas praticado nesta região insular.
É montado com 5 ordens, tendo a seguinte afinação: D3, G3, C3, E3, A3.

Usualmente nesta família de instrumentos a afinação segue uma ordem, do agudo para o grave - da 1ª para a última corda), o que não se verifica neste caso (sendo a mais grave a terceira corda). Diz-se de afinação reentrante.
Querendo também destacar a prática deste machete, faço aqui duas referências musicais, que poderão ser encontradas em discografia madeirense: Santa Maria XVIII (Terras de Vera Cruz - Vítor Sardinha); Rajão (Foram-se os Homens ao Mar - Banda d'Além).
Como prometido, aqui fica o mapa de acordes para este instrumento.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Mapa de Acordes [braguinha]

Neste início de um novo ano, em jeito de prenda, deixo aqui um documento que criei, com a ajuda do meu colega Tiago Machado na parte gráfica.
É um mapa de acordes para o machete (braguinha), onde estão incluidos os acordes Maiores, menores e de sétima.
Posteriormente deixarei também aqui os respectivos mapas para os outros dois cordofones madeirenses: rajão e viola de arame.
Mais sugestões são bem vindas, por isso podem, sempre que acharem por bem, deixar uma mensagem.
Espero que possam tirar proveito.
Um bom ano 2010, e se possível, com muitas machetadas. (cuidado com as más interpretações)
:)
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
"O Machete Madeirense no séc. XIX"
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Foi lançado na passada 2.ª feira, no Centro de Estudos de História do Atlântico (Funchal), mais um valioso instrumento para a divulgação e manutenção da prática do nosso machete (braguinha). Trata-se de uma edição bilingue em CR-ROM+Áudio. Segue uma sinopse:
“O Machete Madeirense no Séc. XIX” é o 4.º volume do projecto Colecção Madeira Música. Nos três primeiros números foram recuperadas obras de autores madeirenses de domínios musicais diversos: desde as sinfonias religiosas tocadas nas cerimónias sacras, passando pelas obras orquestrais dos bailes oitocentistas do Funchal, até à música para piano composta na Madeira entre 1810 e 1955.
Este 4.º volume é uma edição especial por vários motivos, destacando-se aqui três. Primeiro, conta com a Investigação Histórica e a Autoria Principal do Dr. Manuel Morais, especialista português no domínio dos cordofones de mão, que assim vem enriquecer e contribuir com os seus conhecimentos esta Colecção. Segundo, o repertório musical aqui divulgado é extremamente raro, sendo a sua recuperação não apenas um contributo para a História da Música na Madeira, mas também para a História Universal da Música. Terceiro, nas gravações deste CD participam alguns alunos do Gabinete Coordenador de Educação Artística de grande talento, os quais se têm dedicado ao Machete com grande empenho e dedicação, aliando-se assim o passado musical à nossa juventude, num elo entre gerações que é essencial realizar na nossa causa da conservação do património musical madeirense e da identidade regional.
Na parte de investigação e autoria de textos, este quarto volume contou com o apoio do Centro de Estudos de História do Atlântico, na pessoa do insigne Professor Doutor Alberto Vieira e, na pesquisa iconográfica, contou com a colaboração da Associação Musical e Cultural Xarabanda, através do seu presidente Rui Camacho.
Neste quarto volume, é possível:
- Ouvir doze peças para machete madeirenses, compostas no século XIX;
- Visualizar e imprimir as partituras, numa edição moderna, das músicas gravadas nesta publicação;
- Conhecer o contexto social da prática do machete no século XIX;
- Saber alguns dados biográficos de três importantes compositores para machete: Cândido Drumond de Vasconcelos, Manuel Monteiro Cabral e António José Barbosa.
sábado, 14 de novembro de 2009
Realizar-se-à no próximo sábado (21-XI-2009), um workshop, que faz todo o sentido aqui divulgar.Intitula-se "Instrumentos Musicais no Folclore Madeirense" e é organizado pela Associação de Folclore e Etnografia da RAM.
A acção irá se desenrolar no Auditório do Curral das Freiras (Madeira), das 10h às 16h.
Mais informações aqui.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Aqui fica esta proposta enviada pelo meu amigo Humberto Pedras.
Timplista Benito Cabrera, a executar esta melodiosa peça ao vivo (e a cores), "Nube de Hielo".
Bem haja!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Cordofonias - Manual de Braguinha

Foi ontem apresentado no Auditório do GCEA o manual de iniciação à Braguinha, Cordofonias - Braguinha 1, uma edição da Associação de Amigos do GCEA, com organização da SREC.
Durante este ano, eu e o meu colega Rodolfo Cró, compilámos algum do material que era usado com alunos que começam a aprender a tocar braguinha, com o intuito de criar este manual. Era algo de que se falava há um tempo, já desde que era meu colega Roberto Moniz, o qual contribuiu muito para este caminho que está a ser seguido no ensino deste instrumento. Tanto para mais que não há conhecimento de outro método, senão um datado do final do século XIX.

Este livro está organizado de forma a que seja feita uma aprendizagem passo a passo, começando por tocar apenas com as cordas soltas, e gradualmente aprendendo outras notas. Para cada uma delas é dedicado um exercício, bem como uma peça musical.
É composto também por toda outra informação básica para a execução do instrumento: postura correcta, colocação das mãos, nomenclatura das diversas partes constituintes.


Anexado ao livro vem um CD, com o qual se poderá estudar em casa os exercícios e as canções no livro contidas.

Um agradecimento especial a todos os que estiveram envolvidos na elaboração deste projecto.
E que venha o próximo...
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Associação de Bandolins da Madeira
Dou-vos aqui a conhecer a Associação de Bandolins da Madeira, uma equipa que nos últimos anos muito tem contribuido na valorização desta família de cordofones.
Embora não sendo um instrumento tradicional madeirense, é por excelência um dos mais usados na nossa cultura, estando presente tanto em grupos de música popular, bem como em tunas e orquestras de cariz erudito.
Recentemente realizaram o II Estágio Orquestra de Palheta - no qual tive o previlégio de participar como violista - tendo, durante uma semana, vários músicos se juntado pela música, e com respectiva apresentação desse trabalho em público.
Um sítio a visitar...
sábado, 29 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Tradicionalis
Apresento hoje aqui um blog de alguém que tive o prazer de conhecer há uns tempos.

Foi em 2006, numa viagem a Lisboa, como meu amigo Roberto Moniz, a fim de participar na Feira Internacional de Artesanato, na qual foi dedicada uma exposição de instrumentos musicais.
Fizeram parte desta, nomes como Capela, José Lúcio, Carlos Jorge Rodrigues, António Pinto de Carvalho, entre outros.
Aproveitem para apreciar o trabalho do Sérgio Fonseca, neste seu blog.
Um abraço para ele! e bem haja.
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